MARCAS DE UM ODRE NOVO

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 Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos… (1 João 2:3a)

Em nossa última lição, terminamos com o texto de 1 João 2.3-6 e, segundo o apóstolo João, o cristão  irá manifestar algumas marcas de comportamento que são características de um verdadeiro filho de Deus. Seu maior argumento é que a prova do que somos não é o que dizemos, mas o que praticamos.  Ao escrever sobre isso de forma tão clara, João presta uma enorme ajuda a todos que desejam avaliar com sinceridade se a obra de Deus em sua vida é genuína e se o seu relacionamento com Ele é real. Vejamos então quais são estas marcas.

 

O VERDADEIRO FILHO DE DEUS OBEDECE AOS SEUS MANDAMENTOS

Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos. Aquele que diz: “Eu o conheço”, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele: aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou. (1João 2.3-6)

A Bíblia afirma que conhecer a Deus está ligado a uma prova moral. Demonstramos o conhecimento de Deus quando fazemos aquilo que Ele ordenou. Se temos comunhão e relacionamento com Jesus, estaremos sendo santificados dia-a-dia mediante a operação transformadora do Espírito que reside em nós.

 

O VERDADEIRO FILHO DE DEUS AMA SEU IRMÃO

Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas. Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço. Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram. (1João 2.9-11)

João utiliza antíteses (exposição de ideias opostas) para nos ajudar a entender a diferença entre o verdadeiro e o falso crente: Ele contrasta a luz com as trevas, bem como o amor com o ódio. O amor pertence à luz, mas o ódio pertence às trevas. O crente é chamado de “filho da luz” em João 12:36 e o “não crente” é como um cego, porque nem percebe o quanto é egoísta, o quanto guarda ódio e rancores, e por isso mesmo, imputa aos outros todas as culpas. Segundo João, é impossível dizer que conhece a Deus e ao mesmo tempo não amar as pessoas ao redor. O amor é a marca do Odre novo.

 

O VERDADEIRO FILHO DE DEUS PERMANECE NELE (1JOÃO 2.24-25)

Quanto a vocês, cuidem para que aquilo que ouviram desde o princípio permaneça em vocês. Se o que ouviram desde o princípio permanecer em vocês, vocês também permanecerão no Filho e no Pai. E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. (1João 2.24-25)

Antes de mais nada, convém lembrar que a expressão “vida eterna” encontrada no verso 25 é a palavra grega “zoe” no original, que significa uma modalidade de vida e não meramente vida sem fim. Então o que João está dizendo é que se as verdades do evangelho e o Espirito Santo permanecerem em nós, o poder transformador de Deus produzirá o mesmo tipo de vida que Jesus viveu nos seus dias, fazendo-nos participantes da natureza divina (2 Pedro 1.4). O padrão de Jesus para os seus discípulos é vida abundante (João 10.10).

 

O VERDADEIRO FILHO DE DEUS PRATICA A JUSTIÇA (1JOÃO 2.28-29)

Filhinhos, agora permaneçam nele para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua vinda. Se vocês sabem que ele é justo, saibam também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele. (1João 2.28-29)

Em Mateus 5.48 Jesus disse: “Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês”. Como o Pai é perfeito, os filhos de Deus devem buscar essa perfeição para si mesmos. Agora, João diz a mesma coisa, afirmando que aqueles que praticam a justiça (santidade) são nascidos de Deus. E esta é uma das mais importantes verdades do Novo Testamento: o cristianismo requer um novo nascimento e não meramente uma conversão a alguns valores e princípios religiosos. O nascido de novo é diferente, pois recebe a natureza moral de Jesus. Praticar a justiça será natural para quem já nasceu de novo.

 

O VERDADEIRO FILHO DE DEUS NÃO PERMANECE NO PECADO (1JOÃO 3.4-10)

Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei. Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado. Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu. Filhinhos, não deixem que ninguém os engane.

Aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; ele não pode estar no pecado, porque é nascido de Deus. Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus, tampouco quem não ama seu irmão. (1João 3.4-10).  Esta é uma passagem muito relevante, porque aparentemente, João estaria dizendo que um verdadeiro crente não peca nunca. Será que ele estaria ensinando a perfeição sem pecado? Mas como ele contrariaria o que afirmara antes em 1 João 1.8-10, ao escrever que “se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos”?

O sentido mais correto do verso 4 é “todo aquele que vive habitualmente no pecado”, falando de uma ação contínua. Então, quem é nascido de novo não pode viver pecando à vontade como fazia naturalmente antes de conhecer ao Senhor. Agora a semente (a natureza) de Deus permanece nele, por isso não pode e não consegue continuar pecando como antes.   O grande alvo para um filho de Deus é a sua transformação moral. É parar cada vez mais de pecar, de errar o alvo, de transgredir as leis espirituais. É viver segundo o padrão de Deus e não os seus próprios padrões ou os do mundo sem Deus.  Jesus veio e morreu na cruz para nos livrar da escravidão do Diabo, dar-nos vitória sobre o pecado e a possibilidade de um andar verdadeiramente santo.

 

SUPRE AS NECESSIDADES DO IRMÃO (1JOÃO 3.16-20)

Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos. Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.

Assim saberemos que somos da verdade; e tranquilizaremos o nosso coração diante dele quando o nosso coração nos condenar. Porque Deus é maior do que o nosso coração e sabe todas as coisas. (1João 3.16-20)

 

Nunca devemos nos esquecer de que a prova do que somos não é o que dizemos, mas o que praticamos. Os que obedecem a Palavra e praticam o evangelho são os verdadeiros filhos de Deus.

 

Deus o abençoe! Pr. Júlio Cozini

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“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” Efésios 4.29

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